Se mulher fosse fácil de entender, psicólogo tava desempregado!
Barba, cabelo e bigode
bárbaros.
s.m. 1. povo que, segundo os romanos, eram aqueles que viviam fora das
fronteiras do império. 2. grotesco; desumano; cruel; selvagem;
3. bacana; espetacular; estupendo; aquilo que causa admiração.
Ainda
seriam bárbaros os homens hoje em dia? Podemos não ser estupendos
ou espetaculares, mas também não somos cruéis, grostescos,
ou desumanos. Pelo menos nem sempre! Somos homens normais vivendo a margem
de uma fronteira como viviam os bárbaros no passado. Essa fronteira,
de certa forma ainda desconhecida, é o universo feminino. Porque
elas se transformam em Hitler durante a TPM? Porque sempre vão
em duplas ao banheiro? Que segredos escondem elas dentro de suas bolsas?
Seriam estas as caixas de pandora do mundo moderno? Ainda nos resta esperança?
Definitivamente não somos mais os bárbaros de outrora. Somos
os pós-bárbaros. Três amigos dispostos a provar que
ser homem é muito mais do que trocar pneus, matar baratas e consertar
chuveiros.
o
ácido
coke normal... cueca zorba... chocolate amargo... bohemia...
café expresso (sem espuma)... limonada suíça... futebol
de várzea... mais bohemia... shaolin... tex... wolverine... outra
bohemia... all star... kid vinil... dodge 69... kaiser summer? não...
bohemia... paris hilton.... playboy... emanuelle... onde é o banheiro?...
truco... pebolim... sinucão... bohemia trincando... e vê
se segura no gargalo, carajo!
o
neurótico
odeio acordar cedo. odeio pingar colírio. odeio pegar em maçaneta
de porta de banheiro. odeio acampar. odeio comprimidos. odeio conexão
discada. odeio tarde em itapuã, com todas as minhas forças.
odeio marca de copo na mesa. odeio rifas, mas eu sempre compro. odeio
falar demais, mas eu sempre falo. odeio me atrasar, mas eu sempre me atraso.
odeio perder. odeio primeiro encontro. odeio trabalho em equipe. odeio
me apresentar.
o
questionador
Um sorriso, um olhar, uma pergunta. Uma brisa em um dia muito quente,
um solzinho em um dia frio. "Mas já que se há de escrever
que ao menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas",
Clarice Lispector.
Quer
falar com os barbeados? Então mande um email para:posbarba@gmail.com
clientes atendidos
Segunda-feira, Março 26, 2007
Simplesmente um luxooo
"Com a economia estabilizada, o mercado do luxo no Brasil tem tudo para se desenvolver como nunca. Infelizmente, o poder de compra da elite cresce de modo inversamente proporcional ao índice de segurança da população, inclusive dos mais abastados".
Esse é o começo da matéria "Lição de Casa", da revista Top View. O texto fala da passagem de MV Bill por Curitiba. A publicação é uma espécie de CARAS mais refinada. Cheia de matérias sobre design, moda, luxo e fotos com a alta sociedade.
Esse tipo de matéria mostra que o ponto de vista da classe dominante sobre a violência é extremamente superficial e ingênuo. Para a elite o problema é que agora ela não pode mais comprar produtos luxuosos. Seus mimos podem ser roubados.
Ela está tranqüila enquanto quem é marginalizado está no gueto. Lá eles não incomodam. Pode haver crimes, falta de estrutura básica para a sobrevivência que não há incomodo. O problema é quando eles pulam a cerca e chegam na área nobre da cidade. Daí surge o desconforto. Isso aparece mais claramente em outro trecho da matéria:
"A desigualdade social fez com que a violência saísse dos guetos e se tornasse uma ameaça diária".
Torna-se ameaça diária pra quem? Para a elite. Quem é marginalizado já sente essa ameaça há muito tempo.
A necessidade de mudar essa situação também aparece na matéria:
"Cansada de erguer muros e blindar carros, a classe alta se dá conta de que só vai viver em paz se algo for feito para mudar a realidade do país".
O problema é que a mudança é proposta não para que tenhamos uma sociedade "melhor", em que os disparates sociais não sejam tão grandes. Mas sim para que a elite possa gastar menos com segurança!
postado pelo: questionador
Quarta-feira, Março 07, 2007
Jean Baudrillard, filósofo inspirador do filme Matrix, morre aos 77 anos
O sociólogo, poeta e fotógrafo francês Jean Baudrillard morreu nesta terça-feira (06/03) em sua casa, em Paris, aos 77 anos.
Baudrillard é considerado um dos principais representantes do pensamento pós-moderno. Desenvolveu teorias sobre o impacto dos meios de comunicação de massa, principalmente da tv, na cultura contemporânea.
Um de seus conceitos mais famosos é o de hiper-realismo. Essa teoria estuda como a consciência interage com a realidade e a fantasia, criando uma cópia do mundo, chamada por Baudrillard de hiper-realidade. É a idéia de que as coisas não acontecem se não são vistas.
No cinema, Baudrillard é famoso por ter inspirado a trilogia Matrix. No primeiro filme da série, o personagem Neo, interpretado por Keanu Reeves, aparece escondendo um de seus programas subversivos no interior do livro Simulacros e Simulação, de Baudrillard.
Os autores do filme chegaram a chamar o filósofo para colaborar com Matrix Reloaded e Matrix Revolutions. Mas Baudrillard não aceitou. Declarou na época que não tinha ligação com o kung fu e que seu trabalho era o de discutir idéias ¿em ambientes apropriados para isso¿.
Em entrevista recente para a revista Época, o filósofo declarou que não gostava do filme. Disse que ele faz uma leitura ingênua da relação entre ilusão e realidade. Baudrillard disse preferir filmes como Cidade dos Sonhos e Show de Truman. Neles os produtores perceberam que essa diferença entre realidade e ilusão é menos evidente.
Baudrillard nasceu em 1929, em Rheims, na França. Estudou alemão na Sorbonne. Trabalhou como professor e tradutor e lecionou sociologia na década de 1960.
Principais obras O sistema dos objetos (1968)
À sombra das maiorias silenciosas (1978)
Da Sedução (1979)
Simulacros e Simulação (1981)
América (1988)
Cool Memories I (1990)
A troca impossível (1999)
O lúdico e o policial (2000)
postado pelo: questionador
Terça-feira, Fevereiro 13, 2007
Descolado brow!
São vários os autores que falam que a pós-modernidade é a era do vazio. Vivemos no raso, na superfície. No verão dos trópicos isso parece se intensificar. A superficialidade toma conta das baladas e da maioria das músicas de verão.
Nessa época do ano é impressionante a força que as pessoas fazem para parecerem legais, descoladas brow! Agitam todas na night! Mais do que superficialidades, criam-se fantasmas de pessoas que não existem.
Só aparecem indivíduos que sorriem o tempo todo, bebem regularmente e não ficam tristes (isso na balada, na frente dos outros, é claro). Não existe complexidade. Só uma massa amorfa de pessoas dançando, sorrindo e bebendo.
Os descolados ainda adoram tirar sarro das pessoas mais introspectivas. Mas como? Você fica mais quieto? Não bebe muito? Não vive? O mundo é a extroversão.
É o medo do silêncio. Das meias palavras. Do não óbvio.
Vejam o Big Brother 7. Não há nada mais artificial que ele. Dezesseis jovens querendo se mostrar legais, a todo o momento. Os participantes fazem de tudo para vender a imagem de que sabem festar, que sabem curtir, azarar todas, que sabem beijar. Agora, com menos pessoas na casa, isso não é mais tão evidente. Mostram-se outras atitudes. Comecei a escrever esse post nas primeiras semanas de janeiro, quando isso era mais explicito.
Nada contra as pessoas saírem, divertirem-se e fazerem o que bem entender. Pelo contrário, que cada um use seu efeito catártico como quiser. Mas ser legal, ou querer parecer legal o tempo todo, irrita.
postado pelo: questionador
Quarta-feira, Janeiro 17, 2007
2007
Assim como o Ácido, eu também deveria fazer um post de retrospectiva de 2006 e de promessas para 2007. Mas fugi para muito além da Albânia (acharam o ácido lá e voltaram pra casa). Então vou utilizar desse criativo vídeo da agência espanhola Double you para desejar um ótimo 2007 para todos. Que lindo!
Obs: Sim, eu sei que já é dia 17/01. Mas ainda é começo de ano. Para alguns o ano só começo depois do carnaval, não é mesmo?
postado pelo: questionador
Quarta-feira, Janeiro 03, 2007
meus amigos de pós-barba, me localizaram aqui em tirana, capital da albânia, onde resido há seis meses para fins de pesquisa (sorriam, mulheres... essa é a única chance de uma tirana estar próxima de mim)... me pedem que estabeleça a retrospectiva 2006, a prospectiva 2007 e a promessa de ano novo...
pois bem... promessas de ano novo são para não ser cumpridas... ora, com champagne na mão, pulando onda, gritando "muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender", mascando lentilha, beijando na boca, atando fitinhas do senhor do bonfim, lançando barquete para iemanjá, escondendo nectarina no bolso, diga-me lá... alguém vai ter tempo de se preocupar com a exeqüibilidade das promessas?... portanto, pulem de seu comedimento e prometam os maiores absurdos... prometam terminar o curso de inglês, fazer exercícios físicos regulares, visitar os tios do interior, ser fiéis no amor, beber menos, fumar menos, transar mais, colocar só a cabecinha... e sonhem felizes... que no dia 2 a ressaca se incumbirá de os trazer ao mundo real... bah!
2006 foi horrível... tenho uma explicação: foi um ano par... odeio números pares... parecem tão ordeiros, tão certinhos, tão piedosos, nasceram um para o outro e ninguém fica sozinho... a vida não é assim: poupem-me... anos pares são um tédio com um "t" bem grande para vocês... por conta disso, as expectativas para 2007 são as melhores... afinal, o número sete na cabala indica perfeição... isso significa que a gretchen vai parar de cantar, que a dercy gonçalves vai voltar para o museu de cera, que a hebe vai para a rede tv!... que a rede tv! vai falir... que o sílvio santos vai voltar com o domingo no parque... que o faustão vai voltar com o perdidos na noite... que eu vou voltar para o brasil... e que as mulheres vão voltar a saber qual a serventia de uma batedeira... e se nada disso acontecer, sempre existirão as promessas, lembram-se?
e que o surrealismo nos salve da monotonia...
amigos de pós-barba...
em fevereiro estou de volta...
para carnaval, mulatas e posts...
postado pelo: ácido
Sexta-feira, Dezembro 01, 2006
Quem sabe faz ao vivo
É comum ver os homens reclamando que mulher não sabe dirigir. E andar de skate, as mulheres sabem? O seriado Malhação, da Globo, tenta mostrar que sim. Coloca adolescentes antenadas com habilidade no skate. Mas nos EUA, ao vivo, durante um telejornal, a história é um pouco diferente. Veja abaixo a manobra radical:
Mais difícil do que ver mulher andando de skate é ver homem apresentando a previsão do tempo, em telejornais. Nos EUA o lado "masculino" tem seu espaço.